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Eficiência energética
COPPE-UFRJ passa a integrar a Rede de Pesquisa em Energia Eólica no Brasil
03/09/2012

 

Por Ana Paula Verly – Equipe RCE

A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), instituição que congrega e representa o setor no país, assinou os primeiros convênios da Rede de Pesquisa em Energia Eólica no Brasil, durante a abertura da Brazil Windpower 2012, no último dia 29 de agosto. Foram firmadas parcerias com a COPPE-UFRJ, Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE-RN) e Centro de Tecnologia do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER). O objetivo da rede é desenvolver projetos e compartilhar informações sobre as atividades de P&D e inovação em energia eólica.

“A finalidade da rede é reunir as informações disponíveis e agregar as instituições que investem em pesquisas relacionadas à energia eólica, para que o setor consiga atender às demandas de inovação e mão de obra por parte das indústrias. Queremos otimizar os recursos em pesquisa e desenvolvimento”, ressaltou a presidente-executiva da ABEEólica, Elbia Melo.

Elbia justificou a necessidade da rede com dados que apontam para o crescimento do setor. Se em 2008 a indústria nacional contava com dois fabricantes, até o fim de 2012 serão 11 fabricantes de aerogeradores no Brasil. O setor tem atraído investimentos tanto na geração quanto na fabricação de equipamentos. Por outro lado, como a indústria é nova (toda a cadeia produtiva tem cerca de dois anos), a oferta de insumos ainda é concentrada.

“O custo da chapa de aço, os preços adequados para alguns pontos da cadeia de suprimento, a própria pá eólica, que nós temos, mas ainda dependemos de alguns insumos. Todos esses fatores nos mostram um nicho e uma grande oportunidade, que é buscar a pesquisa e o desenvolvimento”, reforçou.

A rede será um ambiente de troca de informações, por meio de plataforma online, com boletins mensais, cronograma de seminários e projetos. São três grupos de projetos: estruturantes, que beneficiariam o setor como um todo (o certificado de energia limpa, por exemplo); bilaterais, para tratar da necessidade específica de um fabricante; e da cadeia, que envolve toda a cadeia de suprimentos.

Com o mapeamento de P&D e inovação do setor, a Associação identificou que 70% dos pesquisadores estão concentrados em alguns estados. São 87 grupos, mas quando se verifica quem está efetivamente trabalhando em pesquisa, o número fica reduzido. O motivo, citou Elbia, é a distância entre a indústria e as instituições, que por sua vez estão pouco informadas sobre os recursos de fomento. Como consequência, há escassez de mão de obra em todos os níveis da cadeia de produção.

“Existe muito recurso para pesquisa. É preciso aproximar a universidade da indústria e os órgãos de fomento. O investimento na competência nacional, com o compartilhamento de infraestrutura e a otimização dos investimentos, sustentaria e daria uma visão de longo prazo à indústria”, concluiu.